Lazer, consciência, exercício: cabe tudo numa ‘magrela’

Reportagem sobre mobilidade urbana sustentável, publicada no Correio Popular de domingo - 07 de agosto de 2011.

Para quem gosta de pedalar, os motivos para fazer isso são o que menos importa


Santos usa a bicicleta para ir trabalhar de três a quatro vezes por semana: “Não é a solução, mas ajuda”Lazer, dia a dia, aventura, esportes: não importa o motivo, andar de bicicleta é um exercício que a cada dia ganha mais adeptos.

Veterano nas pedaladas, o comerciante Vagner dos Santos sempre que pode vai de bicicleta para o trabalho e usa o veículo para múltiplos afazeres. “De três a quatro vezes por semana, eu vou trabalhar utilizando a bicicleta. Dá para substituir o uso do carro pelo menos alguns dias da semana. A prática já reduz o impacto de tantos veículos nas ruas e também sobre o meio ambiente”, diz.

Em grupos cada vez maiores, ciclistas vão abrindo seu espaço


Santos sabe que só essa medida não vai resolver o problema da mobilidade urbana - mas contribui para minimizar o caos nas vias públicas. O comerciante comenta que o caminho correto seria incentivar o transporte de massa, principalmente por via ferroviária.

Ele participa de um grupo de pessoas que realiza passeios ciclísticos. Santos observa que a criação de ciclofaixas e ciclovias incentiva mais pessoas a “tirar a poeira da magrela” que está encostada na garagem e sair pelas ruas.

“O grupo tem mais de 700 pessoas cadastradas. Duas vezes por semana são realizados passeios. O perfil dos participantes do Ecos Biker’s é muito variado, vai de médicos a pedreiros”, diz.

Apesar de ver um avanço na relação entre carros e bicicletas com a criação de faixas especiais, ele afirma que os projetos ainda estão longe de resolver a convivência nas vias públicas. “A questão também passa pela educação e a consciência de que é preciso respeitar todos os que trafegam pelas ruas”, afirma.

Lojas

Os lojistas já sentiram uma procura mais acentuada pelas magrelas. Nada muito bombástico, mas perfeitamente notável. “A criação de ciclofaixas e ciclovias, mesmo que só abertas aos finais de semana e feriados, estimula os ciclistas. Como o projeto é recente em Campinas, a expectativa é que para o próximo Verão haja um aumento mais forte das vendas”, diz o proprietário da ProSport Bike, Stefano Affonso Ferreira.

O lojista diz que é possível personalizar as magrelas - e isso significa uma arma a mais para disputar mercado com estabelecimentos não especializados. Outras são a variedade de modelos e de marcas. Ferreira diz que na ProSport Bike há produtos de R$ 300,00 a até R$ 10 mil.

(Adriana Leite/Da Agência Anhanguera)

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